É uma decisão de extraordinário alcance. A primeira. Esperemos que agora se sigam a fiscal e a do aprofundamento político.
"Os 27 alcançaram um compromisso sobre os pontos que permaneciam
“bloqueados” há meses: o âmbito de aplicação da supervisão directa pelo
Banco Central Europeu (BCE), a articulação entre a Autoridade Bancária
Europeia (que terá um papel de regulador) e o BCE e a forma de separar
as duas funções do BCE: a de política monetária da zona euro e a
precisamente a de supervisão, já que esta última envolve países que não
fazem parte dos 27."
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
OCDE prevê retoma de Portugal, Grécia e Irlanda
A OCDE nos seus índices avançados prevê a retoma das economias na europa com excepção da Alemanha e França.
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domingo, 9 de dezembro de 2012
Economias europeias todas a crescer a partir do segundo semestre de 2013
Diz o Vitor Constâncio e, se diz, é porque é verdade. Todas as economias especialmente as principais vão crescer bem a partir de 2014 mas 2013 já é de crescimento. Incluindo os países "de programa".
Há cada vez mais gente com responsabilidades a dizer isto. No que nos diz respeito o Banco de Portugal diz que o déficite está difícil mas há outros indicadores tão ou mais importantes que estão a melhorar. A balança comercial, está a ter um comportamento excelente. E a balança de pagamentos também, já não precisamos de nos endividar no exterior.
A não ser que haja uma "bruxa má" a situação está a inverter. Oxalá!
Há cada vez mais gente com responsabilidades a dizer isto. No que nos diz respeito o Banco de Portugal diz que o déficite está difícil mas há outros indicadores tão ou mais importantes que estão a melhorar. A balança comercial, está a ter um comportamento excelente. E a balança de pagamentos também, já não precisamos de nos endividar no exterior.
A não ser que haja uma "bruxa má" a situação está a inverter. Oxalá!
domingo, 2 de dezembro de 2012
Um Olhar sobre o sucesso da China
Quando o avião do Governo chinês descia lentamente sobre os campos nebulosos de Bruxelas, o vice-presidente chinês Xi Jinping deve ter-se interrogado porque perdia tempo a vir aqui: não há petróleo, não há reservas de minérios, não há consulta estratégica sobre a estabilidade económica, não há parceiros com quem resolver questões delicadas como com o Irão ou a Coreia do Norte, não há sequer uma pequena cimeira europeia. Qual era, então, o objectivo desta viagem? A visita a um museu! Além disso, parece que os belgas tencionam fazer comércio de diamantes e têm também um porto, deve ter pensado. Qual é o nome a reter? Herman Van Rompuy, o Presidente da Bélgica [que é, na verdade, o primeiro-ministro do Reino].
Há mais de um século, os chineses estavam ainda de joelhos perante estes investidores belgas que lhes cobiçavam os recursos naturais ou que contavam obter grandes lucros em contratos de infra-estruturas. Hoje, não se dão sequer ao trabalho de consultar a União Europeia sobre questões importantes, como a proliferação nuclear, a estabilidade em África ou a reforma das instituições internacionais.
A razão não é a República Popular não gostar de parcerias estratégicas, mas a Europa ser incapaz de desempenhar um papel significativo.
A União Europeia ainda é o principal mercado de exportação para a China (mas a continuar assim será por pouco tempo, atendendo a economias como a Brasileira e Angolana) e a principal fonte de capacidade tecnológica. Mas uma vez mais, a Europa não chega a ter um peso político proporcional ao seu ainda peso económico.
Apesar da Comissão ser competente para o comércio de mercadorias, os 27 recusam-se a enveredar na mesma direcção, com vista a concluir negociações para uma cooperação económica global com a China. As capitais europeias preferem manter as suas competências exclusivas em matéria de investigação e investimento, o que permite a Pequim pôr uns contra os outros, em função dos seus próprios interesses.
Os chineses queixam-se de que a UE é incapaz de atacar a crise económica e que não consegue investir na inovação. A economia do conhecimento estagna, porque as míopes instâncias de decisão política privilegiam a garantia de emprego a curto prazo. À falta de reformas económicas essenciais, os chineses consideram, cada vez mais, que a Europa não terá progressivamente outra escolha senão proteger o seu mercado da concorrência internacional.
Na Europa, pensa-se certamente que continua a ser um bom exemplo em matéria de política social e desenvolvimento sustentável.
Por fim, até no domínio dos direitos sociais, a Academia Chinesa de ciências Sociais revela que a Europa é cada vez menos uma referência nestas matérias, entre as instâncias de decisão políticas chinesas. Uma das razões é o número cada vez maior de chineses que visita a Europa e compara os ideais com a realidade. Muitos deles, tendo presentes as críticas europeias sobre a política chinesa no Tibete, ficam consternados com a segregação étnica e a decadência urbana que constatam na Europa.
Há mais de um século, os chineses estavam ainda de joelhos perante estes investidores belgas que lhes cobiçavam os recursos naturais ou que contavam obter grandes lucros em contratos de infra-estruturas. Hoje, não se dão sequer ao trabalho de consultar a União Europeia sobre questões importantes, como a proliferação nuclear, a estabilidade em África ou a reforma das instituições internacionais.
A razão não é a República Popular não gostar de parcerias estratégicas, mas a Europa ser incapaz de desempenhar um papel significativo.
A União Europeia ainda é o principal mercado de exportação para a China (mas a continuar assim será por pouco tempo, atendendo a economias como a Brasileira e Angolana) e a principal fonte de capacidade tecnológica. Mas uma vez mais, a Europa não chega a ter um peso político proporcional ao seu ainda peso económico.
Apesar da Comissão ser competente para o comércio de mercadorias, os 27 recusam-se a enveredar na mesma direcção, com vista a concluir negociações para uma cooperação económica global com a China. As capitais europeias preferem manter as suas competências exclusivas em matéria de investigação e investimento, o que permite a Pequim pôr uns contra os outros, em função dos seus próprios interesses.
Os chineses queixam-se de que a UE é incapaz de atacar a crise económica e que não consegue investir na inovação. A economia do conhecimento estagna, porque as míopes instâncias de decisão política privilegiam a garantia de emprego a curto prazo. À falta de reformas económicas essenciais, os chineses consideram, cada vez mais, que a Europa não terá progressivamente outra escolha senão proteger o seu mercado da concorrência internacional.
Na Europa, pensa-se certamente que continua a ser um bom exemplo em matéria de política social e desenvolvimento sustentável.
Por fim, até no domínio dos direitos sociais, a Academia Chinesa de ciências Sociais revela que a Europa é cada vez menos uma referência nestas matérias, entre as instâncias de decisão políticas chinesas. Uma das razões é o número cada vez maior de chineses que visita a Europa e compara os ideais com a realidade. Muitos deles, tendo presentes as críticas europeias sobre a política chinesa no Tibete, ficam consternados com a segregação étnica e a decadência urbana que constatam na Europa.
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