Nesta entrevista há muita coisa importante. Há alternativas, medidas mais razoáveis. A verdade é que dos 78 mil milhões que recebemos de ajuda devolvemos 34 mil milhões. É de amigo!
Em entrevista à TSF, o
coordenador deste Observatório, o economista Artur Baptista da Silva,
revela as preocupações das Nações Unidas com o avanço da pobreza neste
ponto do globo, e avança com uma saída para a crise.
Artur
Baptista da Silva afirma que há uma fatia de 41% da dívida soberana
portuguesa que foi contraída apenas para que o país, desde 1986, pudesse
beneficiar dos fundos estruturais da União Europeia.
Portugal está a pagar juros altos por esse crédito e as Nações Unidas defendem que o Governo deve exigir novas condições.
Esta é a principal sugestão de um relatório que já foi entregue a todos os órgãos de soberania e aos parceiros sociais.
Artur
Baptista da Silva considera ainda que, perante os efeitos do programa
de ajustamento, Portugal tem todo o direito a exigir uma renegociação do
memorando de entendimento.
Nas contas destes economistas das
Nações Unidas, os juros que Portugal vai pagar pelos 78 mil milhões de
euros do resgate são incomportáveis. Artur Baptista da Silva fala mesmo
em «agiotagem».
Mostrar mensagens com a etiqueta divida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta divida. Mostrar todas as mensagens
domingo, 23 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Investidores internacionais compram dívida nacional
Uma das condições para que o país volte aos mercados é que os investidores internacionais voltem a interessar-se pela dívida portuguesa. Só assim o BCE considerará a possibilidade de comprar dívida nacional. Entretanto, e em linha com tudo isto as "yelds" da dívida estão no mínimo desde há dois anos, abaixo dos 7%.
"Só assim Portugal será elegível para o programa de compra de obrigações do BCE, garantindo desta forma níveis sustentáveis de financiamento. Uma realidade que se auto-alimenta, já que é também a maior participação destes investidores, trazendo liquidez ao mercado, que está a permitir a descida das ‘yields' da dívida pública para níveis pré-resgate."
"Só assim Portugal será elegível para o programa de compra de obrigações do BCE, garantindo desta forma níveis sustentáveis de financiamento. Uma realidade que se auto-alimenta, já que é também a maior participação destes investidores, trazendo liquidez ao mercado, que está a permitir a descida das ‘yields' da dívida pública para níveis pré-resgate."
Subscrever:
Mensagens (Atom)
