quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Estivadores param as greves

Ainda não se sabem as razões concretas mas cedências de parte a parte permitiram chegar a um acordo.http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/estivadores-greve-portos/1405123-1730.html
Ao fim de quase quatro meses de greves, os estivadores põem fim às sucessivas paralisações, confirmou fonte oficial do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal à Agência Financeira.

A decisão foi tomada esta manhã, num plenário da maioria dos sindicatos do setor, mas só se torna efetiva amanhã.

Para já são ainda desconhecidas as razões desta decisão. Os estivadores estão, desde o verão, em protesto contra o novo regime de trabalho portuário, já aprovado no Parlamento, e que aguarda aprovação pelo Presidente da República.

Os Franceses da Lusoponte ganharam a ANA

A VINCI  que apresentou o melhor preço - três mil milhões de Euros - ganhou o concurso de privatização da ANA.  É uma empresa Francesa ligada à Lusoponte e tem como actividade mais importante a construção civil sendo uma das maiores empresas nessa actividade.
Gere aeroportos que movimentam pouco mais de dez milhões de pessoas. O aeroporto de Lisboa passará assim a ser o seu principal pólo nesta actividade já que movimenta cerca de dezasseis milhões de pessoas.
De acordo com as fontes citadas pela Reuters, o grupo de trabalho que acompanha as privatizações recomendou ao Governo que escolha a oferta da Vinci, por ser substancialmente mais elevada que as dos restantes concorrentes.

 

O governo vai ter primavera?

Lá para a Primavera vamos ver se a Execução Orçamental ajuda o governo.
Com as frentes social e de financiamento do Estado controladas, o Governo e, com ele, o país enfrentam em 2013 fundamentalmente riscos políticos. Que se começam a desenhar ou que se começam a desvanecer logo após a sétima avaliação da troika, que conheceremos no início de Março.
Pedro Passos Coelho, Vitor Gaspar e Paulo Portas precisam de ganhar na Primavera um novo fôlego para viabilizarem as medidas que ainda têm de adoptar. Esse novo fôlego tem de passar forçosamente por resultados que, finalmente, mostrem que o caminho que está a ser seguido produz alguns resultados.
O resultado mais importante, aquele que será seguido com especial atenção, é o da execução orçamental. Se em Abril, quando se conhecerem as despesas e receitas públicas do primeiro trimestre, os resultados forem questionáveis e susceptíveis de reforçarem as dúvidas sobre o cumprimento dos objectivos para 2013, o risco de desestabilização política é elevado.  

O alívio da dívida na Europa

Se tudo o  que se produz é para pagar dívida então não haverá investimento. Um excelente artigo.
Um excesso de dívida existe quando a dívida de um país é tão grande que os benefícios do ajustamento e do crescimento vão na totalidade para os seus credores. Tal como o prémio Nobel da economia, Paul Krugman, destacou há 25 anos, um país nesta situação vai estar pouco disponível para empreender mais medidas de ajustamento dolorosas porque não vai receber qualquer retorno. E, porque os lucros de qualquer novo investimento vão servir para pagar as obrigações existentes, o excesso de dívida desencoraja o investimento privado e o crescimento.
Se o desânimo for muito grande, os elevados encargos com a dívida podem fazer com que a capacidade do país pagar diminua. E isto dá origem à curva de Laffer para o alívio da dívida. Para os níveis de dívida baixos, aumentar os encargos com a dívida aumenta o fluxo de pagamentos aos credores; mas esta relação é revertida quando o volume de dívida atinge determinado valor. Reduzir o valor nominal da dívida é bom não apenas para os países devedores que estão no "lado errado" da curva; é também bom para os credores que podem obter mais do seu dinheiro de volta.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Salvar o SNS - é o desperdício que é preciso cortar

Comparando com o ano anterior há agora mais médicos e enfermeiros.
Comissão destaca importantes poupanças no sector da saúde.
Já reduziram mais de mil camas hospitalares 
Infarmed cria estrutura para assegurar fornecimento de medicamentos 
Desde 2011, os hospitais já cortaram cerca de 1.000 camas, assim como reduziram o número de horas extraordinárias, fruto da fusão e fecho de alguns departamentos hospitalares.
A redução de camas nos hospitais consegue-se também graças à aposta nos cuidados de ambulatório, em detrimento do internamento. Ou seja, os hospitais optam por fazer cirurgias com um período de permanência no hospital mais curto, e com menos custos, e o Ministério da Saúde aconselha ainda aos hospitais a enviarem os doentes para consultas nos cuidados de saúde primários (centros de saúde) sempre que seja possível.
Os seis hospitais do centro de Lisboa vão fechar e serão substituídos pelo Hospital de Todos-os-Santos .Trata-se de reduzir de 2 200 camas para 800 camas, num hospital moderno e com níveis de qualidade muito superiores. Poupam-se milhões por ano.
Quatro hospitais militares serão substituídos por apenas um, o hospital da Força Aérea no Lumiar , já existente e que está a ser requalificado. Em Coimbra há também o fecho e a fusão de pelo menos três hospitais bem como no Porto.
Milhares de falsas urgências deixaram de ocorrer aos hospitais procurando os Centros de Saúde.
Há uma semana tivemos a denuncia do Presidente do Hospital de S. João que, apesar de haver uma lista de espera de 170 000 doentes para cirurgia a média de cirurgias por cirurgião é baixíssima. Há muito que se sabe que apenas 40% da capacidade instalada dos blocos operatórios é utilizada.
É assim que se salva o Serviço Nacional de Saúde!




A CGD é a barriga de aluguer da sua própria privatização

Nogueira Leite pediu a demissão da CGD. Não se sabe se foi por haver casos ilícitos não investigados, por a CGD não financiar a economia ou porque Nogueira Leite não está de acordo com certas decisões do governo.
Que a CGD serve (e serviu) para todo o género de trapalhadas em que os governos se metem, é uma evidência. Tomada de bancos, envolvimento nas empresas do regime , empréstimos de milhões a certos "empresários" para controle de empresas e obtenção de mais valias . Para fomentar a economia é que a CGD não tem iniciativa.
Fala-se agora na criação de um Banco de Fomento para preencher esse vácuo do financiamento das PMEs, função que a CGD tem todas as condições para preencher, mas essa função podia vir a revelar-se uma pedra na engrenagem da futura privatização, pois é disso que se trata.
"Se me obrigarem a pagar mais impostos palavra de honra que me piro". Já pirou! 


O QUE TEM SIDO A INICIATIVA PRIVADA EM PORTUGAL NOS ÚLTIMOS 15 ANOS.

O que tem sido a verdadeira inicitiva privada em Portugal nos últimos 15 anos?


Começo por identificar algumas das empresas privadas que não vivem e nunca viveram à conta do Estado e, por isso, são por mim denominadas de "verdadeira iniciativa privada", aquela que verdadeiramente interessa e que faz crescer o país:
  1. Alert, Nfive, 
  2. Critical Software, 
  3. Têxtil Manuel Gonçaves, 
  4. Lameirinho, Simoldes, 
  5. Ibermoldes, 
  6. Efacec, 
  7. Fepsa, 
  8. Stab Vida, 
  9. Primavera, 
  10. Bial, 
  11. Grupo Pestana, 
  12. Vila Galé, Janz, 
  13. BA vidro, 
  14. Ydreams, 
  15. Logoplaste, 
  16. Fresite, 
  17. Renova, 
  18. Nelo Kayaks, 
  19. Frulacts, 
  20. Altitude Software, 
  21. Out Sistems, 
  22. WeDo, 
  23. Tecnologies, 
  24. Deimos Engenharia, 
  25. Skysoft, 
  26. Hovione,
  27. Coimbra Editora;
  28. Almedina;
  29. Porto Editora, 
  30. Martifer, 
  31. Novabase, 
  32. Grupo Nabeiro (Delta cafés...), 
  33. Revigrés, 
  34. Douro Azul, 
  35. Queijo Saloio 
  36. Grupo Sonae;
  37. Grupo Soares dos Santos
  38. (...)
Mas como se nota, não constam as PT, a Galp, a EDP, A Brisa, os Bancos, a Motta-Engil, a Teixeira Duarte… as tais que precisam dos TVGs, das pontes, das autoestradas, das Scuts, das PPP´s na área da saúde que o Estado lhes oferece continuamente e que nós estamos todos a pagar…
Também aqui não constam as pequenas e médias empresas criadas à volta das Câmaras Municipais e Ministérios e que vivem dos ajustes directos (até 75.000 €), dos "pequenos" contratos de consultorias de coisa nenhuma (seja aos sistemas informáticos, seja de apoio à gestão, à formação profissional, às reestruturações internas e por aí fora...), bem como de pequenas obras de construção civil....
São e foram este tipo de empresas que batem no peito para falar da iniciativa privada e que, por regra, apregoam aos sete ventos as maleitas do Estado e os "privilégios" da denominada Função Pública, mas que sempre viveram dependentes da "teta" do Estado. Estas empresas constituíram o início e a missa do sétimo dia da dívida pública portuguesa que, hoje, sobretudo os funcionários públicos e pensionistas estão a pagar e que, em 2013, os trabalhadores do sector privado (profissionais liberais e por contra de outrém) também serão chamados a pagar.

Está na hora de reflectirmos. Efectivamente o problema está no Estado, mas está essencialmente nesta "corja" de falsos empresários que amarraram as contas públicas a alegados serviços por si prestados, a preço de ouro e que tornaram ricos muitos portugueses, sem o correspondente benefício para o interesse público.
Hoje tornou-se mais fácil dizer que o problema está na denominada "função pública".
Eu acho que também está, sobretudo nas empresas públicas e institutos criados para desempenhar funções que antes eram concretizadas pelos ministérios com muito menos despesa. Mas verdadeiramente quem deu "cabo" das contas públicas, foram todos estes "supostos" empresários que durante anos andaram a viver "à conta" de contratos absolutamente dispensáveis com o Estado. Escusado será relembrar os milhões gastos anualmente com consultoras, com pequenas empresas de construção civil para a realização de pequenas obras públicas, adjudicadas por ajuste directo.....pelos Municípios, Empresas Municipais e até nos Ministérios, institutos públicos  e empresas públicas.