quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Liderança alternativa à esquerda - Artur Baptista da Silva

Há uma onda de entusiasmo que varre toda a oposição.
"O falso consultor da ONU já está a fazer estremecer a liderança de António José Seguro.
Está a ser preparada uma vaga de fundo fortíssima que já conseguiu o apoio dos bibelôs das petições e de todas as personalidades importantes de esquerda da sociedade portuguesa. “Vamos esquecer o Artur Baptista da Silva falso consultor da ONU e vamos pensar apenas no Artur Baptista da Silva como ser humano. Há muitos anos que não aparecia um pessoa assim. Tem presença, carisma, ambição, sabe falar, é persuasivo, tem o dom de falar ao coração das pessoas, sólida preparação teórica e técnica e consegue fazer a síntese dos melhores snacks mentais de esquerda da actualidade. Só ele é que poderá unir o PS, o Bloco, o PCP e os social democratas do PSD num governo de esquerda”, afirmou uma importante personalidade de esquerda. JH"

Estivadores param as greves

Ainda não se sabem as razões concretas mas cedências de parte a parte permitiram chegar a um acordo.http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/estivadores-greve-portos/1405123-1730.html
Ao fim de quase quatro meses de greves, os estivadores põem fim às sucessivas paralisações, confirmou fonte oficial do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal à Agência Financeira.

A decisão foi tomada esta manhã, num plenário da maioria dos sindicatos do setor, mas só se torna efetiva amanhã.

Para já são ainda desconhecidas as razões desta decisão. Os estivadores estão, desde o verão, em protesto contra o novo regime de trabalho portuário, já aprovado no Parlamento, e que aguarda aprovação pelo Presidente da República.

Os Franceses da Lusoponte ganharam a ANA

A VINCI  que apresentou o melhor preço - três mil milhões de Euros - ganhou o concurso de privatização da ANA.  É uma empresa Francesa ligada à Lusoponte e tem como actividade mais importante a construção civil sendo uma das maiores empresas nessa actividade.
Gere aeroportos que movimentam pouco mais de dez milhões de pessoas. O aeroporto de Lisboa passará assim a ser o seu principal pólo nesta actividade já que movimenta cerca de dezasseis milhões de pessoas.
De acordo com as fontes citadas pela Reuters, o grupo de trabalho que acompanha as privatizações recomendou ao Governo que escolha a oferta da Vinci, por ser substancialmente mais elevada que as dos restantes concorrentes.

 

O governo vai ter primavera?

Lá para a Primavera vamos ver se a Execução Orçamental ajuda o governo.
Com as frentes social e de financiamento do Estado controladas, o Governo e, com ele, o país enfrentam em 2013 fundamentalmente riscos políticos. Que se começam a desenhar ou que se começam a desvanecer logo após a sétima avaliação da troika, que conheceremos no início de Março.
Pedro Passos Coelho, Vitor Gaspar e Paulo Portas precisam de ganhar na Primavera um novo fôlego para viabilizarem as medidas que ainda têm de adoptar. Esse novo fôlego tem de passar forçosamente por resultados que, finalmente, mostrem que o caminho que está a ser seguido produz alguns resultados.
O resultado mais importante, aquele que será seguido com especial atenção, é o da execução orçamental. Se em Abril, quando se conhecerem as despesas e receitas públicas do primeiro trimestre, os resultados forem questionáveis e susceptíveis de reforçarem as dúvidas sobre o cumprimento dos objectivos para 2013, o risco de desestabilização política é elevado.  

O alívio da dívida na Europa

Se tudo o  que se produz é para pagar dívida então não haverá investimento. Um excelente artigo.
Um excesso de dívida existe quando a dívida de um país é tão grande que os benefícios do ajustamento e do crescimento vão na totalidade para os seus credores. Tal como o prémio Nobel da economia, Paul Krugman, destacou há 25 anos, um país nesta situação vai estar pouco disponível para empreender mais medidas de ajustamento dolorosas porque não vai receber qualquer retorno. E, porque os lucros de qualquer novo investimento vão servir para pagar as obrigações existentes, o excesso de dívida desencoraja o investimento privado e o crescimento.
Se o desânimo for muito grande, os elevados encargos com a dívida podem fazer com que a capacidade do país pagar diminua. E isto dá origem à curva de Laffer para o alívio da dívida. Para os níveis de dívida baixos, aumentar os encargos com a dívida aumenta o fluxo de pagamentos aos credores; mas esta relação é revertida quando o volume de dívida atinge determinado valor. Reduzir o valor nominal da dívida é bom não apenas para os países devedores que estão no "lado errado" da curva; é também bom para os credores que podem obter mais do seu dinheiro de volta.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Salvar o SNS - é o desperdício que é preciso cortar

Comparando com o ano anterior há agora mais médicos e enfermeiros.
Comissão destaca importantes poupanças no sector da saúde.
Já reduziram mais de mil camas hospitalares 
Infarmed cria estrutura para assegurar fornecimento de medicamentos 
Desde 2011, os hospitais já cortaram cerca de 1.000 camas, assim como reduziram o número de horas extraordinárias, fruto da fusão e fecho de alguns departamentos hospitalares.
A redução de camas nos hospitais consegue-se também graças à aposta nos cuidados de ambulatório, em detrimento do internamento. Ou seja, os hospitais optam por fazer cirurgias com um período de permanência no hospital mais curto, e com menos custos, e o Ministério da Saúde aconselha ainda aos hospitais a enviarem os doentes para consultas nos cuidados de saúde primários (centros de saúde) sempre que seja possível.
Os seis hospitais do centro de Lisboa vão fechar e serão substituídos pelo Hospital de Todos-os-Santos .Trata-se de reduzir de 2 200 camas para 800 camas, num hospital moderno e com níveis de qualidade muito superiores. Poupam-se milhões por ano.
Quatro hospitais militares serão substituídos por apenas um, o hospital da Força Aérea no Lumiar , já existente e que está a ser requalificado. Em Coimbra há também o fecho e a fusão de pelo menos três hospitais bem como no Porto.
Milhares de falsas urgências deixaram de ocorrer aos hospitais procurando os Centros de Saúde.
Há uma semana tivemos a denuncia do Presidente do Hospital de S. João que, apesar de haver uma lista de espera de 170 000 doentes para cirurgia a média de cirurgias por cirurgião é baixíssima. Há muito que se sabe que apenas 40% da capacidade instalada dos blocos operatórios é utilizada.
É assim que se salva o Serviço Nacional de Saúde!




A CGD é a barriga de aluguer da sua própria privatização

Nogueira Leite pediu a demissão da CGD. Não se sabe se foi por haver casos ilícitos não investigados, por a CGD não financiar a economia ou porque Nogueira Leite não está de acordo com certas decisões do governo.
Que a CGD serve (e serviu) para todo o género de trapalhadas em que os governos se metem, é uma evidência. Tomada de bancos, envolvimento nas empresas do regime , empréstimos de milhões a certos "empresários" para controle de empresas e obtenção de mais valias . Para fomentar a economia é que a CGD não tem iniciativa.
Fala-se agora na criação de um Banco de Fomento para preencher esse vácuo do financiamento das PMEs, função que a CGD tem todas as condições para preencher, mas essa função podia vir a revelar-se uma pedra na engrenagem da futura privatização, pois é disso que se trata.
"Se me obrigarem a pagar mais impostos palavra de honra que me piro". Já pirou! 


O QUE TEM SIDO A INICIATIVA PRIVADA EM PORTUGAL NOS ÚLTIMOS 15 ANOS.

O que tem sido a verdadeira inicitiva privada em Portugal nos últimos 15 anos?


Começo por identificar algumas das empresas privadas que não vivem e nunca viveram à conta do Estado e, por isso, são por mim denominadas de "verdadeira iniciativa privada", aquela que verdadeiramente interessa e que faz crescer o país:
  1. Alert, Nfive, 
  2. Critical Software, 
  3. Têxtil Manuel Gonçaves, 
  4. Lameirinho, Simoldes, 
  5. Ibermoldes, 
  6. Efacec, 
  7. Fepsa, 
  8. Stab Vida, 
  9. Primavera, 
  10. Bial, 
  11. Grupo Pestana, 
  12. Vila Galé, Janz, 
  13. BA vidro, 
  14. Ydreams, 
  15. Logoplaste, 
  16. Fresite, 
  17. Renova, 
  18. Nelo Kayaks, 
  19. Frulacts, 
  20. Altitude Software, 
  21. Out Sistems, 
  22. WeDo, 
  23. Tecnologies, 
  24. Deimos Engenharia, 
  25. Skysoft, 
  26. Hovione,
  27. Coimbra Editora;
  28. Almedina;
  29. Porto Editora, 
  30. Martifer, 
  31. Novabase, 
  32. Grupo Nabeiro (Delta cafés...), 
  33. Revigrés, 
  34. Douro Azul, 
  35. Queijo Saloio 
  36. Grupo Sonae;
  37. Grupo Soares dos Santos
  38. (...)
Mas como se nota, não constam as PT, a Galp, a EDP, A Brisa, os Bancos, a Motta-Engil, a Teixeira Duarte… as tais que precisam dos TVGs, das pontes, das autoestradas, das Scuts, das PPP´s na área da saúde que o Estado lhes oferece continuamente e que nós estamos todos a pagar…
Também aqui não constam as pequenas e médias empresas criadas à volta das Câmaras Municipais e Ministérios e que vivem dos ajustes directos (até 75.000 €), dos "pequenos" contratos de consultorias de coisa nenhuma (seja aos sistemas informáticos, seja de apoio à gestão, à formação profissional, às reestruturações internas e por aí fora...), bem como de pequenas obras de construção civil....
São e foram este tipo de empresas que batem no peito para falar da iniciativa privada e que, por regra, apregoam aos sete ventos as maleitas do Estado e os "privilégios" da denominada Função Pública, mas que sempre viveram dependentes da "teta" do Estado. Estas empresas constituíram o início e a missa do sétimo dia da dívida pública portuguesa que, hoje, sobretudo os funcionários públicos e pensionistas estão a pagar e que, em 2013, os trabalhadores do sector privado (profissionais liberais e por contra de outrém) também serão chamados a pagar.

Está na hora de reflectirmos. Efectivamente o problema está no Estado, mas está essencialmente nesta "corja" de falsos empresários que amarraram as contas públicas a alegados serviços por si prestados, a preço de ouro e que tornaram ricos muitos portugueses, sem o correspondente benefício para o interesse público.
Hoje tornou-se mais fácil dizer que o problema está na denominada "função pública".
Eu acho que também está, sobretudo nas empresas públicas e institutos criados para desempenhar funções que antes eram concretizadas pelos ministérios com muito menos despesa. Mas verdadeiramente quem deu "cabo" das contas públicas, foram todos estes "supostos" empresários que durante anos andaram a viver "à conta" de contratos absolutamente dispensáveis com o Estado. Escusado será relembrar os milhões gastos anualmente com consultoras, com pequenas empresas de construção civil para a realização de pequenas obras públicas, adjudicadas por ajuste directo.....pelos Municípios, Empresas Municipais e até nos Ministérios, institutos públicos  e empresas públicas.



Andam a fazer a cama a Seguro

Estão a sair do PS figuras importantes desagradadas com a liderança de Seguro.
Silva Pinto nas últimas eleições para a liderança optou por votar em António José Seguro, mas deixou de acreditar no actual secretário-geral por não ter uma alternativa para ultrapassar a crise que o país vive. O ex-deputado do PS prevê mesmo que “gradualmente outros venham a afastar-se do PS” e revela que, nos encontros com antigos e actuais dirigentes, percebeu que “germina no PS uma alternativa” à actual liderança.
Silva Pinto critica ainda o secretário-geral do PS por se ter afastado do consenso com o governo, mas lamenta que Passos Coelho não tenha feito ainda uma remodelação. “Não se compreende a permanência no governo de alguns ministros e secretários de Estado”, diz o ex-ministro, que, em entrevista ao i em Julho, já tinha defendido que Miguel Relvas “enterra qualquer primeiro-ministro”.
Apesar disso, o até agora militante socialista elogia o governo por ter conseguido “um clima favorável para Portugal nos meios internacionais”. Aos que ficam no PS, Joaquim Silva Pinto pede que “saibam vencer o egoísmo da defesa de interesses pessoais ou as comodidades da rotina”.

Jornais que apoiaram o desvario de Sócrates são os mesmos que ouviram o Artur

Os mesmos que agora atacam este governo são os mesmos que apoiaram até à última obra pública socrática, como diz e bem o Blasfémias.
"A comunicação social que aceitou como legítimo o Artur Baptista da Silva é a mesma que tomou por bons todos os estudos sobre SCUTs, OTAs, TGVs e afins  e que ajudou a vender a estratégia dos grandes eventos e do investimento em grandes obras públicas. É a mesma que apoiou a trajectória suicidária de Sócrates rumo à bancarrota e desculpou tudo com a crise internacional e as agências de rating."

                                    Este é o cartão pessoal que deixou aos jornalistas do Expresso!

PASSOS E GASPAR ESBANJAM 10,3 MM€ NÃO RENEGOCIANDO DÍVIDA AGORA - diz ONU

Nações Unidas propõem renegociação da dívida portuguesa
Anabela Campos e Jorge Nascimento Rodrigues - Expresso
Uma equipa de sete economistas do PNUD, coordenada pelo português Artur Baptista da Silva, apresenta três pontos para uma negociação com a troika da dívida portuguesa. O ganho rondaria 10,3 mil milhões.

"Se Portugal não o fizer já, terá de o fazer daqui a seis meses, de joelhos", afirma Artur Baptista da Silva, o economista português que coordena uma equipa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), encarregada pelo secretário-geral Ban Ki-moon de apresentar um relatório da situação crítica na Europa do Sul.
Em entrevista na edição de hoje do Expresso, Baptista da Silva refere a preocupação das Nações Unidas com a evolução da crise das dívidas soberanas na "periferia" da zona euro, as receitas de ajustamento que têm sido colocadas em prática e os riscos geopolíticos que esta situação acarreta.
Numa abordagem distinta de outras propostas de renegociação da dívida - como a de Miguel Cadilhe, divulgada pelo Expresso em outubro num artigo de opinião do ex-ministro das Finanças -, a estratégia definida por esta equipa da ONU propõe uma renegociação de 41% da dívida soberana consolidada portuguesa projetada daqui a cinco anos (uma parte da dívida que não deriva das políticas internas dos diversos governos desde a adesão à União Europeia) e a mexida em dois pontos do memorando de entendimento com a troika, que em detalhe o leitor poderá ler na entrevista publicada na edição do Expresso.
Artur Baptista da Silva será encarregado pela ONU para dirigir o Observatório Económico e Social das Nações Unidas que se instalará em Portugal por dois anos. O relatório será divulgado no próximo ano.
A poupança de 10,3 mil milhões de euros daria para cobrir um défice orçamental de 4,5% e ainda deixaria de saldo cerca de 2,3 mil milhões de euros, que poderiam ser aplicados à devolução de um dos subsídios retirados aos funcionários públicos e aos pensionistas e ao reforço do fundo de emergência social.




Nas ruas de Moscovo


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Passos e o Gaspar não ouvem o Artur?

No Público, Nicolau diz que não se pode inferir que o jornal e os seus jornalistas previligiem ouvir quem ataca o governo : Também disse não ter lido a crónica de Henrique Monteiro, ex-director do Expresso, na edição online do semanário, que comenta que “se o burlão fosse a favor de Passos Coelho e de Gaspar não teria o mesmo eco” e que “a imprensa tem, no geral, um enviesamento para a esquerda”. Ainda assim, fez questão de se antecipar “a eventuais afirmações que venham a ser feitas” nesse sentido, dizendo que “não as admite”. Os jornalistas estão, sim, “interessados em ouvir pessoas novas, de fora dos círculos habituais, que apresentem propostas, como parecia ser o caso”, disse.

Racionar em saúde não mata velhinhos...

Há uns tempos atrás caíu o Carmo e a Trindade com o relatório da Comissão de Ética para as Ciências da Vida. Não se fez por menos. Tratava-se de deixar morrer pessoas sem assistência. O próprio bastonário da Ordem dos médicos, que mais parece um sindicalista da Frente Comum, chamou cobras e lagartos ao relatório. Agora, vem a Comissão de Ética da Ordem concordar com o relatório que tanta celeuma deu. "O CNEDM da Ordem dos Médicos, contrariando as declarações públicas do bastonário, vem agora defender o parecer do CNECV, dizendo que, pela reflexão que suscita, não deveria ter ficado restrito a três tipos de medicamentos, conforme solicitado pelo Ministério da Saúde, mas deveria "assumir-se inequivocamente", como "proposta universal para modulação estatal do financiamento de medicamentos".

"Vivemos, há muitos anos, num ambiente em que esse mesmo racionamento decorre diariamente de forma clandestina, escamoteada, sem conhecimento ou consentimento da comunidade que servimos; sem normas de orientação, sujeito correntemente a estritos critérios financeiros e ignorando frequentemente princípios de equidade e de justiça distributiva", sustenta o parecer do CNEDM.
O CNEDM questiona ainda os conceitos de "custo-oportunidade", ou do "custo-efetividade" avançados no parecer do CNECV como critérios para definir o racionamento dos medicamentos, interrogando-se sobre qual a perspetiva em que seriam calculados.
"Estes rácios serão calculados na perspetiva do utente, do SNS, ou da sociedade? Os resultados poderão ser muito diferentes", pode ler-se no parecer.
O documento do CNEDM da Ordem dos Médicos conclui pelo caráter "relevante e eticamente pouco controverso" do parecer do CNECV, que insiste na necessidade de preparar bem os profissionais de saúde para as questões da bioética, de forma a alcançar "patamares de intervenção que atendam a uma justiça distributiva que a cada profissional compete respeitar com denodo".
Este assunto é há muito tratado nos países que estudam as questões a fundo. A maioria dos que se pronunciaram sobre este relatório nunca tinham sequer sonhado que este é um assunto central na moderna saúde pública.  

Pareceres médicos/Parecer da CGTP - o direito à verdade!

Agora que conhecemos os dois pareceres - o da Comissão para a Ética das Ciências da Saúde e da Comissão de Ética da Ordem dos Médicos - coincidentes, leiam aqui este parecer da CGTP, cheio de ciência, lucidez, conhecimento e nada partidário:"
"A CGTP – IN considera inaceitável e totalmente desumano o parecer emitido pelo Conselho de Ética para as Ciências da Vida, a pedido do Ministério da Saúde, no qual considera que o Governo tem fundamentos éticos para racionar o acesso de cidadãos que sofram de cancro, sida ou artrite reumatóide, bem como de doentes terminais, a tratamentos mais caros, incluindo medicamentos e meios de diagnóstico.
Segundo afirma o parecer "vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível, em termos de cuidado de Saúde, todos terem acesso a tudo", sugerindo que o Estado dispõe de autoridade moral para racionar ou cortar o que é essencial à vida e à saúde dos cidadãos.
Para a CGTP-IN, estas afirmações ofendem a dignidade humana e violam a Constituição da Republica, na medida em que sugerem a possibilidade de subordinação de um direito inviolável como o direito à vida a critérios de pura racionalidade económica."


No  PCP e seus apêndices tudo se resume à luta política nada interessando o que pensam as Comissões de Ética, constituídas por médicos e cientistas.


PPPs - os contratos secretos

Todos têm a ver com todos! Tudo tem a ver com tudo!



                                       

O Nicolau Santos já tinha embarcado na conversa do burlão da Cova da beira

O Nicolau Santos tem que começar a ter mais cuidado e a ser mais prudente. Agora com o falsário da ONU é, pelo menos a segunda vez que vai na conversa. Para um jornalista com trinta anos de jornalismo é melhor começar a escrever sem inclinações perigosas. É que podem cair-lhe em cima.
O burlão da Cova da Beira também teve em Nicolau Santos um apoiante entusiasta mesmo quando a bancarrota espreitava.
Agora bate cegamente em quem anda a ver se endireita isto, por isso foi a correr atrás de quem diz o que lhe interessa a ele, Nicolau. Há alternativas. Mais dinheiro, menos juros,  mais crescimento...
Lá na minha terra dizem que "as cadelas apressadas têm os filhos cegos "

Crianças gordas ? Etiópia, já!

Querem tirar as crianças gordas aos pais.  E os magros, muito magros, e os filhos dos alcoólicos, e os filhos dos desempregados e os filhos de casais onde existe violência doméstica, e os filhos de pais solteiros, e de pais fumadores? Tudo para a Casa Pia! Sim, porque se os tiram aos pais para algum lado irão, digo eu, que ainda não estou em mim após esta ideia genial de tirar os filhos aos pais.

E educar os pais, ensinando-os a não beber? e ensinar os pais que se pode comer bem e muito mais barato que nos Mcmalcheirosos? e deixar o fumo à porta? e travar essa batalha urgente da violência doméstica? e proibir de mostrar na televisão os bébés gordos e anafados muito felizes a comerem papa e sumos cheios de açucar? e retirar as crianças de frente da televisão onde passam horas? e contratar nutricionistas para seguirem as crianças gordas? e mandar para o raio que os parta esta gente que não tem mais nada que fazer do que "armar ao preocupado" com a criancinha?

Tirar as crianças aos pais quando os pais não têm dinheiro para comprar os livros da escola, ou as crianças que vão para a escola sem tomarem o pequeno almoço, ou só comeram "sopas de cavalo cansado" ou desmaiarem por chegarem ao almoço e ainda não terem comido uma só refeição...

Mas a publicidade enganosa com crianças felizes a empanturrarem-se de hidratos de carbono, de açucar, mil vezes repetida, aí não, aí não se tira nada às televisões, aí estamos no negócio, coisa intocável e sem culpa nenhuma...

O Bastonário da Ordem dos médicos é desmentido pela Comissão de Ética da Ordem

O bastonário que teve uma reacção a todos os títulos deplorável face ao relatório da Comissão de Ética para as Ciências da Vida, vê-se agora confrontado com um parecer da Comissão de Ética da própria Ordem que apoia incondicionalmente o primeiro relatório.
Lamento dizê-lo mas a opinião do Bastonário está em sintonia com o parecer da CGTP e não com os pareceres dos seus colegas. Mesmo em assunto tão sério o que está em cima da mesa não é a saúde e o bem estar da população mas a luta partidária. A que título é que a CGTP se pronuncia sobre assunto tão delicado de forma tão grosseira?

E desvalorizar o Euro?

O Bispo diz o que Ferreira do Amaral também diz. O grande problema é que o Euro forte (face ao dólar) serve aos países de economia forte e debilita os países de economia débil. A saída, diz o economista, é sair do euro para poder ter moeda própria e desvalorizá-la.
Mas a Alemanha e os outros países do centro e norte da Europa não querem um Euro mais fraco. Aliás, com a estabilidade progressiva das economias europeias, o Euro, terá tendência para se valorizar perante o dólar. Morremos da cura!
Tudo é maravilhoso mas ninguém está feliz! O extraordinário legado do Euro é esquecido com as pessoas a focarem-se demasiado no que corre mal.