sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Défice externo o melhor desde 1999

O défice externo continua a aproximar-se do zero. Pela primeira vez, desde pelo menos 1999, Portugal conseguiu durante um trimestre não registar necessidades líquidas de financiamento face ao exterior.

O Pedro deixou mensagem de Natal no Facebook

O Primeiro Ministro fez um interregno e passou a Pedro.https://www.facebook.com/pedropassoscoelho. Não percebo onde está o mal mas há aí muita gente indignada. No fundo o que estes indignados querem dizer é que o Pedro não é dos "nossos" (deles). Fico sempre estarrecido com as leituras que se fazem quando o Pedro escreve no facebook. Até fico meio chateado porque dão a ideia que o Facebook não tem a dignidade suficiente. Ele é o Presidente da República, o Primeiro Ministro, mas nós, sim, nós os que andamos cá todos os dias não prestamos dignidade suficiente?
A prosa do Pedro  é que é manhosa:


"Já aqui estivemos antes. Já nos sentámos em mesas em que a comida esticava para chegar a todos, já demos aos nossos filhos presentes menores porque não tínhamos como dar outros. Mas a verdade é que para muitos, este foi apenas mais um dia num ano cheio de sacrifícios, e penso muitas vezes neles e no que estão a sofrer."

Isto sim, é um "Delito de Opinião"

Desta vez é no Delito de Opinião, blogue que  leio e que aprecio. Mas caramba há limites para tudo.
Então não se sabe que o Ministro Alemão das Finanças se faz deslocar numa cadeira de rodas ?
"
A cerviz dobrada, o olhar abaixado, a pose mendicante, foi deste modo que o crespo meridional se dirigiu ao seu equivalente alemão a pedir-lhe pela mercê de deus. O germano tem rugas na testa como se tivesse sido abordado por um pedinte famélico à entrada de um restaurante de luxo. Nem se levanta nem olha de frente – enfadado.
O nosso murmura “that’s much appreciated” querendo dizer “obrigado” em idioma técnico."

Cuba com maior despedimento colectivo de sempre

O que dirão a isto o PCP e o BE ?
Uma coisa já todos sabemos por experiências anteriores de socialismo totalitário  estatal. Não se cria riqueza sem a iniciativa dos cidadãos, sem uma malha empresarial que assegure à economia a criatividade e o empenho de cada um. Há funções económicas que o estado nunca assegurará por mais Planos Quinquenais ou outros. A pequena fábrica, mercearia, restaurante, empresas que respondem rapidamente às necessidades dos mercados, nunca serão devidamente asseguradas pelo estado.
Vou aqui contar uma história real, quase rídicula, mas que mostra a diferença fundamental entre uma economia de funcionários e uma economia de empresários. Há trinta anos exercia a função de director financeiro de uma empresa multinacional. Um dos negócios era criar porcos para carne. Acontecia que nos Estados Unidos e nos outros países onde a empresa operava, a média de partos por "marrã" era de 2,5/ ano e com doze leitões vivos por parto. Cá não conseguíamos esses números. Deslocaram-se a Portugal dois veterinários americanos que, rapidamente, chegaram à conclusão que o problema estava no facto de as porcas terem partos às duas, três da manhã e os trabalhadores saírem às seis. Claro, qualquer problema sanitário com o parto correspondia a leitões mortos senão mesmo à morte da própria progenitora.
Nas empresas não há horas extras. Trabalha-se  quando há trabalho e descansa-se quando não há trabalho.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

SILICON VALLEY: O QUE PORTUGAL PRECISAVA


SILICON VALLEY na California, região na qual está situado um conjunto de empresas implantadas a partir de 1950, com o objetivo de gerar inovações científicas e tecnológicas, destacando-se na produção de chips, electrónica e informática. 









Foram as empresas nascidas no Silicon Valley que forneceram transmissores para mísseis e circuitos integrados para os computadores que guiaram as naves Apollo.



A industrialização dessa região teve início nos anos 90, mas o impulso para o seu desenvolvimento deu-se com a Guerra Fria e a 2.ª Grande Guerra, sobretudo face à necessidade de descoberta de novas armas.


Muitas empresas que hoje estão entre as maiores do mundo foram geradas e desenvolvidas na região: Apple, Google, Facebook, Nvidia, Symantec, eBay, Yahoo, HP, Microsoft, entre outros.
Fora dos Estados Unidos, destaca-se em Israel o Silicon Wadi, a segunda maior aglomeração de indústrias de tecnologia do país.
                                         
Depois das empresas de semicondutores, o Silicon Valley foi palco de outras ondas tecnológicas, com empresas de computadores, equipamentos de telecomunicações, software e internet. A onda actual é a das empresas apostadas em desenvolver à distância relações sociais, com empresas como Facebook, LinkedIn e Twitter.

A região de Cambridge, na Inglaterra, que concentra empresas de alta tecnologia que saíram da universidade tem o apelido de Silicon Fen.
No Brasil, a cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí, com as empresas de tecnologia surgidas à volta do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), recebeu o apelido de Vale da Eletrónica.

E Portugal?

Seria replicável um Silicon Valley por cá? Seria desejável?
Acho que o Silicon Valley só tem o êxito que tem na California, uma vez que para mim, o Valley é sobretudo uma cultura, uma mentalidade e Portugal não a tem. Pelo menos, ainda....
Primeiro que ter um Silicon Valley há que mudar a estrutura deste país, a sua raíz económica, a sua mentalidade: mais empreendedorismo, mais iniciativa própria, mais esforço individual, mais risco, mais estudo, mais aposta na formação superior de topo, menos subsídios do Estado.
Aí sim, estaremos prontos para um Silicon Valley.

A PRIVATIZAÇÃO

AS PRIVATIZAÇÕES: ANA, TAP, RTP, CGD ...


Desde a primeira, todas as operações de privatização geraram e continuam a gerar polémica. Elas põem em confronto duas visões irreconciliáveis sobre o papel do Estado na economia. 
Uns perfilham a propriedade estatal em sectores considerados estratégicos para defesa de uma possível soberania económica e do interesse geral. Esta visão tem sido derrotada em sucessivas privatizações, em nome de uma gestão mais eficaz e eficiente dessas empresas - por menos politizada - do encaixe do Estado com o fim de reduzir a dívida pública e de uma economia mais aberta, concorrencial e competitiva.
PS, PSD e CDS, quando se encontram alternadamente no poder, têm desenvolvido um discurso muito semelhante sobre as vantagens de tirar o Estado da posse directa das empresas, reforçando, em contrapartida, as instituições reguladoras para ordenar a actividade dos mercados não isentos de disfunções. 
Quem se encontra conjunturalmente na oposição acaba sempre por considerar os processos de privatização questionáveis, pouco transparente ou mesmo ruinosos.
O essencial é que todos os elementos do processo venham a ser escrutinados pelos representantes do povo e que se possa discutir com factos, e não com teorias, se, desta vez, as coisas correram ou não de acordo com o interesse público.
As privatizações, aliás previstas no PAC IV de José Sócrates, não constituem, neste contexto, excepção. 
Porém, como cidadão não admito, nem quero, continuar a pagar este brutal aumento de impostos para pagar salários milionários a comentadores, apresentadores e entertainers televisivos que auferem entre 10.000€ a 30.000€ por mês na RTP, muitos deles para darem uns pinotes e umas cambalhotas, dizerem disparates e até já pagamos para ouvir um conhecido entertainer dizer asneiras brejeiras na RTP.
Estamos a falar de cidadãos que tiveram a sorte ou a "cunha" necessária para entrar na RTP, muitos sem escolaridade especial, outros licenciados (alguns já com bolonha - 3 anos) em publicidade, marketing, comunicação social, relações públicas ou qualquer coisa do género, como milhares de portugueses.
Acho muito bem que recebam isso se algum grupo privado de comunicação social o quiser pagar. Acho muito mal os contribuintes terem de o fazer pelos seus impostos.
Sobretudo num país que paga a Médicos especialistas € 2740 por mês, a Juizes € 2350, a Professores € 1300, a Polícias a € 800 (arriscando a vida todos os dias na rua), a enfermeiros € 4/hora (pelo menos em início de carreira após especialidade, após a formação no Centro de Estudos Judiciários), sendo que estes profissionais são absolutamente imprescindíveis para a sociedade satisfazer necessidades básicas indispensáveis (saúde segurança e paz social, justiça, educação).
Ao contrário, lamento, mas a televisão pública é dispensável nos moldes em que ela existe hoje, sobretudo nos dias que correm, já que se os portugueses, escasseando o dinheiro, tivessem de escolher o que os seus impostos deveriam pagar, não seria, estou absolutamente certo, esta RTP a escolhida.
Uma RTP pública deveria premiar novos valores do jornalismo. Ir às universidades contratar novos talentos (os melhores alunos das licenciaturas) e para esses bastaria pagar-lhes um salário razoável. Estaria também a fazer serviço público de abrir caminhos a novos valores do jornalismo e comunicação social.
Um jornalista médio ganha, sem grande dificuldade, na RTP cerca de  € 10.000/mês. Mais que um médico cirurgião com 30 anos de experiência, mais que um Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de justiça com 30 anos de carreira.
Desculpem mas não acho razoável e não acredito que os portugueses queiram pagar este serviço nestes termos, quando muitos portugueses não têm dinheiro sequer para tomar um banho quente todos os dias!
Não estou disponível para, dos meus impostos, pagar isto.
Quem é um "fora de série" terá mercado que lhe continue a pagar esses salários milionários. Na RTP pública é que não aceito.
O mesmo se passa na TAP e ANA, apesar de em circunstâncias diferentes.

Liderança alternativa à esquerda - Artur Baptista da Silva

Há uma onda de entusiasmo que varre toda a oposição.
"O falso consultor da ONU já está a fazer estremecer a liderança de António José Seguro.
Está a ser preparada uma vaga de fundo fortíssima que já conseguiu o apoio dos bibelôs das petições e de todas as personalidades importantes de esquerda da sociedade portuguesa. “Vamos esquecer o Artur Baptista da Silva falso consultor da ONU e vamos pensar apenas no Artur Baptista da Silva como ser humano. Há muitos anos que não aparecia um pessoa assim. Tem presença, carisma, ambição, sabe falar, é persuasivo, tem o dom de falar ao coração das pessoas, sólida preparação teórica e técnica e consegue fazer a síntese dos melhores snacks mentais de esquerda da actualidade. Só ele é que poderá unir o PS, o Bloco, o PCP e os social democratas do PSD num governo de esquerda”, afirmou uma importante personalidade de esquerda. JH"