Se tudo o que se produz é para pagar dívida então não haverá investimento. Um excelente artigo.
Um excesso de dívida existe quando a dívida de um país é tão grande
que os benefícios do ajustamento e do crescimento vão na totalidade para
os seus credores. Tal como o prémio Nobel da economia, Paul Krugman,
destacou há 25 anos, um país nesta situação vai estar pouco disponível
para empreender mais medidas de ajustamento dolorosas porque não vai
receber qualquer retorno. E, porque os lucros de qualquer novo
investimento vão servir para pagar as obrigações existentes, o excesso
de dívida desencoraja o investimento privado e o crescimento.
Se o desânimo for muito grande, os elevados encargos com a dívida
podem fazer com que a capacidade do país pagar diminua. E isto dá origem
à curva de Laffer para o alívio da dívida. Para os níveis de dívida
baixos, aumentar os encargos com a dívida aumenta o fluxo de pagamentos
aos credores; mas esta relação é revertida quando o volume de dívida
atinge determinado valor. Reduzir o valor nominal da dívida é bom não
apenas para os países devedores que estão no "lado errado" da curva; é
também bom para os credores que podem obter mais do seu dinheiro de
volta.
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Hollande põe socialistas à beira de um ataque de nervos
Hollande declarou em Oslo que " crise ficou para trás". Os socialistas europeus ficaram à beira de um ataque de nervos. Pode lá ser!
"Certo é que, logo depois das eleições, o tom europeu até mudou e na cimeira de Junho falou-se de uma agenda para o crescimento, mas a prática tarda em chegar, o que desespera os socialistas portugueses. “Hollande já teve um papel decisivo na mudança do discurso, agora é preciso que as decisões surjam”, diz Eduardo Cabrita. “A grande onda de viragem não está concluída porque a maioria dos estados não adere às teses do crescimento”, acredita Pedro Alves. E Cabrita ainda acrescenta que “há decisões que têm de ser concretizadas com a máxima urgência, como o crescimento e a união bancária”.
"Certo é que, logo depois das eleições, o tom europeu até mudou e na cimeira de Junho falou-se de uma agenda para o crescimento, mas a prática tarda em chegar, o que desespera os socialistas portugueses. “Hollande já teve um papel decisivo na mudança do discurso, agora é preciso que as decisões surjam”, diz Eduardo Cabrita. “A grande onda de viragem não está concluída porque a maioria dos estados não adere às teses do crescimento”, acredita Pedro Alves. E Cabrita ainda acrescenta que “há decisões que têm de ser concretizadas com a máxima urgência, como o crescimento e a união bancária”.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Regresso aos mercados em 2013
O regresso aos mercados em 2013. Há cada vez mais instituições a confirmarem a trajectória de crescimento das economias europeias incluindo a Portuguesa.. Para meados de 2013 a economia entrará em terrenos positivos e 2014 já será um ano com crescimento sólido.
Estas datas, convem lembrar, sempre foram as indicadas pelos responsáveis que estão a executar o memorando da Troika.
Muitos dos que tomam posição sobre esta matéria, confundem a visão técnica com a visão social. Na verdade o facto de a economia começar a crescer não quer dizer que chegue de imediato às pessoas e, muito menos, à criação de emprego que só se iniciará quando o crescimento for superior aos 2%.
Estas datas, convem lembrar, sempre foram as indicadas pelos responsáveis que estão a executar o memorando da Troika.
Muitos dos que tomam posição sobre esta matéria, confundem a visão técnica com a visão social. Na verdade o facto de a economia começar a crescer não quer dizer que chegue de imediato às pessoas e, muito menos, à criação de emprego que só se iniciará quando o crescimento for superior aos 2%.
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