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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Águas de Portugal - privatizar ?



A comunicação social contribui para a desinformação, não só neste domínio mas também em outros, na maioria. Vejam o que diz o Prof João de Quinhones Levy, empresário e professor universitário:

"A privatização da Águas de Portugal está uma vez mais em cima da mesa e uma vez mais a discussão sobre a pertinência da sua venda está a derrapar para o campo político e mesmo sentimental, como a sua venda se traduzisse por entregar aquíferos e linhas de água às mãos dos privados, em vez da venda de um serviço....salientando apenas os aspectos positivos da sua atuação (elevada percentagem da população servida) e escamoteando todos os demais...e o incremento dos valores das tarifas- em alta, fruto de práticas megalómanas e despesistas"

Claro que a água não se privatiza, depende da chuva, da capacidade de recolha e captação, armazenagem, evaporação, consumo, desperdicio...são tão vastas as variáveis e é tão elevada a sua importância para a vida que o melhor mesmo é pensar que a água é de todos e de ninguém.Por isso todos os que têm responsabilidades nesta área são bem mais comedidos, querem melhorar a sua gestão. Em alta, na captação,tratamento e armazenamento e  em baixa na sua distribuição.

O autor explica as diversas formas que podem ser usadas para a privatização da empresa que fornece o serviço numa visão a curto prazo e numa visão a médio e longo prazo. O estado encaixa mais ou menos dinheiro ou, dinamiza as empresas a nível local e regional conforme a decisão.

E discute-se esta questão em todo o mundo porquê? Porque já não há dúvida que a água vai ser cada vez mais escassa e que Portugal vai ser no futuro mais ou menos próximo uma das vítimas da falta de água. Há que encontrar as melhores soluções para a gestão da água, diminuir o desperdício ( que anda pelos 60% na fase da distribuição), encontrar um preço justo conforme se trata para consumo humano ou para lavar carros..

Tudo tem que ser discutido, analisado, para mudar para melhor. É essa a questão!

PS: para além da água a "Águas de Portugal" tem mais duas dezenas de empresas, do lixo às energias.Com 5847 colaboradores, 6.4 milhões de pessoas abrangidas no tratamento e valorização de resíduos, 8 milhões de pessoas abrangidas no abastecimento de água e 8.22 milhões de pessoas abrangidas no saneamento de águas residuais.

E participa em 42 empresas duas das quais no estrangeiro (à custa da falência de dezenas de PMEs, a ideia inicial era a criação de um cluster que falhou em toda a linha, tendo a AdP tomado todo o negócio).

Tudo isto tem que ser revisto porque este gigantismo não é eficaz e não assegura as melhores práticas de gestão.Trata-se de mais um monopólio estatal, sem concorrência.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A água do Alqueva

Com água, o nosso Alentejo, pode produzir tudo, dizia há dias o empresário de Vale da Rosa que exporta 80% do que produz.
Por cada um euro investido a água do Alqueva dá 4,45 euros de retorno."4,45 euros de retorno para a economia são gerados por cinco componentes: o impacto que a água vai ter na reconversão do sequeiro em regadio, que deverá ser de 160 milhões de euros no valor acrescentado bruto no ano cruzeiro, o impacto dos impostos, o abastecimento da água a Sines, o aumento do emprego directo e a produção de energia eléctrica.
O responsável frisou ainda que a estes benefícios juntam-se ainda o impacto nas exportações e a diminuição das importações alimentares, o impacto ambiental positivo e a existência de uma reserva de água estratégica.
"A reserva de água da Alqueva, com cerca de 4 mil milhões de metros cúbicos, permite que haja água garantida durante mais de três anos sem restrições para abastecimento humano, industrial e agrícola, valor que não está contemplado nos 4,45 euros",