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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O ensino holandês

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Acerca da polemica que se instalou em Portugal, devido ao ensino obrigatório e a forma como estado financia o mesmo, lembrei-me de partilhar com vocês  esta matéria está implantada na holanda.

O ensino na holanda é encarado de forma diferente, uma vez que aqui o estado não é responsável por ele mas sim um facilitador de acesso ao mesmo.

Em 1848, 35 anos depois de a holanda se ter tornado o reino dos países baixos, foi promulgada uma Constituição, na qual, entre outras, foi consagrada a liberdade de ensinar. Esse mesmo pensamento político liberal conduziu, simultaneamente, a que o governo deixasse de ocupar um lugar de administração e de direcção das escolas. Na Holanda nunca existiu um monopólio escolar ou uma pedagogia do estado. As escolas públicas foram, e são ainda, totalmente comparticipadas pelo governo, mas na maioria geridas por organizações particulares. Constitucionalmente, a liberdade do ensino tornou-se um direito social. Neste momento cerca de 75% das escolas holandesas existentes foram fundadas por associações ou fundações particulares, em regra geral de orientação protestante ou católica.


Qualquer pai tem a liberdade de poder matricular os filhos na escola que achar mais conveniente, isto evita a concentração de grupos problemáticos num só estabelecimento de ensino, o que faz com que normalmente os problemas de aprendizagem e disciplina sejam mais facilmente controlados, e evita também, na minha opinião, o medo de muitos pais de discordarem de alguma posição do corpo docente ou mesmo do método pedagógico utilizado, pois tem sempre a alternativa da mudança rápida e aceite de escola.

Se não existem problemas na área educativa na holanda? Claro que existem, mas são bem mais simples de resolver pois o poder está na sala ao fundo do corredor…

E como me diziam no dia em que inscrevi a minha filha na escola, o ensino nunca seria verdadeiramente isento e livre, se fosse um partido politico a decidir o que fazer com ele e a alterá-lo sempre que o parlamento muda de cor… Quando ouvi esta frase, senti-me em Portugal.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Estado não deve financiar o ensino superior

Diz Roberto Carneiro, ex -ministro da educação: "Manter, por mera inércia ou medo da mudança, um sistema educativo predominantemente financiado pelos contribuintes - ou seja, por orçamentos públicos - até ao doutoramento é, além de insustentável, profundamente injusto”, adverte Roberto Carneiro, ao argumentar que  os alunos que chegam às universidades provêm maioritariamente das famílias com mais recursos culturais e meios económicos, pelo que financiar as universidades com dinheiro arrecadado a 100% dos contribuintes significa um imposto regressivo. “Os mais pobres (uma maioria da população, cujos filhos não conseguem alcançar a universidade) pagam a escolaridade avançada dos filhos dos mais ricos (por natureza, uma minoria), precisamente aquela formação que gera maiores rendas ao longo da vida”.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O ensino visto por quem viveu na Alemanha

  1. Além do mais os paises que mais cedo atingiram altos níveis de literacia, Reino Unido, Suécia (a Suécia atingiu logo no Sec. XVII niveis de literacia superiores a 70% num contexto de economia agrícola), Dinamarca, etc, não precisaram de um sistema público de ensino para isso. Os países que precisaram de um sistema publico de ensino foram os que estavam mais atrasados e/ou fizeram-no para utilizar esse sistema publico de ensino como instrumento de propaganda. Caso da França revolucionária (o primeiro regime totalitário da Europa)
  2. os ex-estudantes comparticipam para a formação de novos quadros, através de parte do seu ordenado, retribuindo assim as ajudas recebidas. Se assim fizessem em Portugal, teriam o problema do ensino resolvido. O problema é que os nossos políticos, e seus amigos, não estão interessados em contribuir com parte dos seus vencimentos, para a formação de novos quadros.
  3. É óptima a ideia e o método de ensino na Finlândia, mas não é singular na Europa. Vivi e trabalhei na Alemanha, de 1965 a 1999, e sempre admirei, e invejei até, o método de formação de novos quadros ali existente, semelhante ao que agora classificam de inovativo. Talvez com a diferença de na Alemanha não haver só ensino público, pois há muitas instituições privadas a desempenharem com grande sucesso esse papel. Na verdade invejei mesmo os alemães, pois, com imensa pena minha, não tive acesso a mais que uma 4ª. Classe. Por outro lado, toda a gente que quisesse prosseguir no ensino superior era, ou melhor, é ainda fomentada com ajudas do Estado alemão que, como se sabe, não coloca essas ajudas em saco roto e, uma vez formados e a auferir bons ordenados...
     

sábado, 8 de dezembro de 2012

Vem aí o ensino online!

Parem de construir escolas e universidades. Vem aí o ensino online!
“Claro que vai ser sempre preciso um financiamento básico do Estado para o sector educativo, mas muitas vezes gastamos recursos de forma desnecessária pelo simples factos de estarmos todos de costas voltadas uns para os outros: escolas de um lado e empresas do outro. A falta de dinheiro pode ser menos importante do que a falta de um método eficaz de cooperação.”
Cá em Portugal o ensino está de costas "coladas" com os sindicatos e os burocratas do ministério, não dão conta que há uma revolução em curso!Continuam a discutir a escola pública e a privada, as carreiras, as progressões...