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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Na Educação cuide-se de quem mais necessita

Tendencialmente gratuito. Quem anda nos colégios privados  vai depois pagar uma ninharia no superior. É conhecida a história contada por Mira Amaral ( que também se passou comigo) em que a filha andou num colégio privado onde pagava 600 euros por mês e depois no Instituto Superior Técnico passou a pagar 1 023 euros por ano. Ora, isto é profundamente injusto. Os alunos deviam pagar na proporção dos rendimentos dos pais. Gratuito e universal no sentido que ninguém poderá, por razões económicas, deixar de ter acesso ao ensino.
Nas poucas vezes que me desloquei à Faculdade que o meu filho frequentou não deixei de reparar nas muitas dezenas de carros estacionados entre os quais estava o do Hugo. Esta disposição igualitária advém da ideologia marxista que tanto marca a nossa Constituição.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O ensino estatal, centralizado e sindicalizado não serve

 Esta de os alunos do secundário pagarem propinas não lembra a ninguém. Que a educação precisa de sair deste modelo centralista e sindicalizado, não avaliado, onde ninguém responde por nada e não se incentiva o mérito, é vital. Que é necessário incentivar vários modelos de gestão saindo do circuito fechado da "escola estatal" monopólio que impede a concorrência e a transparência também é evidente.
Que a escola privada, e por contrato, bem como a das redes sociais devem assumir um papel muito mais relevante também é pacífico . Mas nada disso implica que se barre ou se torne mais difícil o acesso dos alunos ao ensino.Pelo contrário, todos estes modelos têm como função facilitar o acesso às melhores escolas. Ora o pagamento de propinas nestes escalões de ensino é uma enorme barreira. A Educação tem que caminhar em sentido contrário. O dinheiro do estado deve seguir o aluno na procura das melhores escolas. Acesso gratuito e universal!
Décadas em que o ministério e os sindicatos relegaram os alunos e a aprendizagem para metas secundárias e centralizaram os factores profissionais e de carreira dão em propostas radicalizadas em sentido contrário.
É tempo de dizer basta! A educação em Portugal tem que seguir os caminhos que foram abertos há muito tempo no Mundo e que estão a ser percorridos com sucesso. Os resultados da mediocridade do nosso ensino estão bem patentes nos rankings internacionais a par de "bolhas" de excelência.