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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Estivadores param as greves

Ainda não se sabem as razões concretas mas cedências de parte a parte permitiram chegar a um acordo.http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/estivadores-greve-portos/1405123-1730.html
Ao fim de quase quatro meses de greves, os estivadores põem fim às sucessivas paralisações, confirmou fonte oficial do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal à Agência Financeira.

A decisão foi tomada esta manhã, num plenário da maioria dos sindicatos do setor, mas só se torna efetiva amanhã.

Para já são ainda desconhecidas as razões desta decisão. Os estivadores estão, desde o verão, em protesto contra o novo regime de trabalho portuário, já aprovado no Parlamento, e que aguarda aprovação pelo Presidente da República.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Face à queda de actividade em 55% o porto de Lisboa vai despedir estivadores

A empresa de trabalho portuário de Lisboa admite avançar para " uma redução drástica de custos com pessoal" caso as greves dos estivadores não cessem. A empresa em comunicado informa que a queda na actividade reduziu as receitas em 55% e que registará, por isso, um défice de 1,36 milhões de Euros. A solução passa pelo corte nos custos que são predominantemente "custos com o pessoal".
Há uma "posição positiva de diálogo por parte dos estivadores" que "começam agora a ter as mesmas preocupações que a empresa no que à perda de trabalho se refere". No entanto, apesar deste ambiente de diálogo, os trabalhadores da Frente Comum continuam a mostrar uma posição de intransigência, que é inútil e inócua face à lei já aprovada na Assembleia da República pelos partidos da maioria e pelo PS! A nova Lei para além de estabelecer um tecto máximo de 250 horas para o trabalho suplementar, altera também o âmbito do trabalho de estiva, limitando o acesso a operações de transporte de mercadorias aos trabalhadores que agora as desempenham de forma exclusiva.
 Entretanto, a Frente Comum apresentou mais um pré-aviso para que a  greve se prolongue até 14 de janeiro de 2013.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Vinte e cinco mil visitas e duzentos e oitenta e nove comentários

Este vosso amigo escrevia na PEGADA. Por acaso descobri agora que este meu texto é o sétimo em número de comentários, em todo o universo do SAPO no ano de 2012. Por curiosidade aqui está : CP
A bem da verdade não sei se foi este texto que chegou às vinte e cinco mil visitas, mas  este texto , como outros, chegou às milhares de visitas.
Como o assunto, infelizmente, continua actual aí fica!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Greve faz cair 61% a actividade no porto de Lisboa

A greve dos estivadores coloca em perigo os próprios postos de trabalho. Ninguém pode ter a certeza que os barcos que rumam agora a outros portos regressem. Com tal redução da actividade vai haver despedimentos.
Os prejuízos para a economia são enormes e não faz sentido que enquanto o país está sujeito a um apertar de cinto, outros se entreguem a greves sem fim à vista.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

As greves de quem ganha bem

Jardim, lá do meio da ilha já ameaçou. Com ele as greves diárias, dos transportes, dos estivadores já tinham terminado. As  greves estão a levar o país para o fundo. É preciso, sem pôr em causa o direito à greve , regular por forma a o país não ficar diminuído pelos interesses corporativos de uma minoria.
A greve não é um direito absoluto, é condicionado pelo interesse geral do país.
Na CP há greves com uma tal frequência que é impossível os utentes considerarem o transporte ferroviário uma forma estável e segura de se fazerem transportar no seu dia a dia. Há até quem diga que a empresa ganha dinheiro com as greves. Já recebeu o dinheiro dos passes e não presta o serviço.
Os estivadores querem os portos só para eles. Solidariedade entre trabalhadores. No fundo estão a impedir o trabalho de gente que precisa de trabalhar. Na CP  paralização foi convocada pelos revisores e operadores de bilheteira. Em causa está o trabalho extraordinário e a redução de comboios nas áreas urbanas a partir de 1 de junho.
 O que é que os trabalhadores têm a ver com a redução de comboios a operar ? E o pagamento das horas extras é igual para todos.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Mais greves na CP - é preciso abrir o sector à concorrência

Greves diáriashttp://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2935294&page=1, semanais, mensais os maquinistas da CP continuam a não ter o mínimo respeito pelos utentes, os que lhes pagam os altos vencimentos.
Arranjam todo e qualquer pretexto para fazer greve, durante meses o pretexto era obrigar a administração da empresa a  encerrar os inquéritos a alguns trabalhadores. Como se fosse possível  alguém aceitar que a disciplina na empresa fosse controlada pelos sindicatos. Seria a morte imediata da administração e a morte anunciada da empresa. Um regabofe onde ninguém se entenderia. A firmeza da administração obrigou o sindicato a mudar de pretexto. Agora é o pagamento das horas extras a 50% como, aliás, é normal em todas as outras actividades.
Os maquinistas além do vencimento usufruem de mais dezoito prémios, dos quais dez fixos, o que atira a remuneração para montantes muito superiores à maioria dos recebidos pelos outros trabalhadores.
Só há uma solução. Abrir o sector à concorrência, na mesma linha podem oferecer serviços mais que um operador, com serviços diferenciados no preço, na qualidade e na assiduidade.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A greve nos portos foi além da legalidade

As greves nos portos com as consequências sociais e económicas conhecidas já foram para além da legalidade.
"Em finais do ano passado, a Procuradoria-Geral da República aprovou um parecer onde reconhece que a greve será ilegal se os serviços mínimos não forem cumpridos. Mas, mais do que isso, a PGR refere que a colisão de direitos e de interesses numa greve se deve resolver pela prevalência do mais relevante.
As necessidades só podem ser sacrificadas dentro de certos limites e desde que não ponham em causa a subsistência da vida social. Algo que, salvo melhor opinião, já se está a verificar no caso da greve dos estivadores. Só em Setúbal, empresas como a Autoeuropa, Portucel e Secil tiveram de desviar as suas exportações para outros portos.
Mas, também em Lisboa, Aveiro e Figueira da Foz muitas empresas foram afectadas por uma greve que se arrasta há mais de dois meses.
É tempo de se fazer o balanço e de verificar qual dos direitos está a ser mais afectado, o dos estivadores, na sua luta pelo direito a controlarem o acesso à profissão e a fazerem todas as horas extraordinárias que vão para além do limite estabelecido na lei, ou o das empresas, no esforço para aumentarem as exportações e fazerem crescer a economia.
Não restam dúvidas que esta greve já foi para além do que é admissível e que as autoridades têm de fazer valer os interesses do País.".

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Despedimentos entre os estivadores grevistas?

Estas greves dos estivadores estão a levantar enormes dificuldades ao país. Mais tarde ou mais cedo vão também prejudicar os estivadores. Para além da requisição civil por parte do governo são agora as empresas gestoras dos portos a colocarem a possibilidade de avançar para os despedimentos. Há  leituras diferentes sobre conceitos como "greve lícita" e "greve ilícita" bem como sobre "serviços mínimos", "greves intermitentes"...
Uma vez no plano judicial o problema vai arrastar-se por muito tempo e não é crível que os portos fiquem inoperacionais. Parece que se o bom senso voltasse e houvesse cedências de parte a parte seria possível evitar o beco sem saída para onde se caminha.
As exportações, único motor actual da economia é que não pode estar à mercê de um problema sem fim à vista.