domingo, 9 de dezembro de 2012

O ensino visto por quem viveu na Alemanha

  1. Além do mais os paises que mais cedo atingiram altos níveis de literacia, Reino Unido, Suécia (a Suécia atingiu logo no Sec. XVII niveis de literacia superiores a 70% num contexto de economia agrícola), Dinamarca, etc, não precisaram de um sistema público de ensino para isso. Os países que precisaram de um sistema publico de ensino foram os que estavam mais atrasados e/ou fizeram-no para utilizar esse sistema publico de ensino como instrumento de propaganda. Caso da França revolucionária (o primeiro regime totalitário da Europa)
  2. os ex-estudantes comparticipam para a formação de novos quadros, através de parte do seu ordenado, retribuindo assim as ajudas recebidas. Se assim fizessem em Portugal, teriam o problema do ensino resolvido. O problema é que os nossos políticos, e seus amigos, não estão interessados em contribuir com parte dos seus vencimentos, para a formação de novos quadros.
  3. É óptima a ideia e o método de ensino na Finlândia, mas não é singular na Europa. Vivi e trabalhei na Alemanha, de 1965 a 1999, e sempre admirei, e invejei até, o método de formação de novos quadros ali existente, semelhante ao que agora classificam de inovativo. Talvez com a diferença de na Alemanha não haver só ensino público, pois há muitas instituições privadas a desempenharem com grande sucesso esse papel. Na verdade invejei mesmo os alemães, pois, com imensa pena minha, não tive acesso a mais que uma 4ª. Classe. Por outro lado, toda a gente que quisesse prosseguir no ensino superior era, ou melhor, é ainda fomentada com ajudas do Estado alemão que, como se sabe, não coloca essas ajudas em saco roto e, uma vez formados e a auferir bons ordenados...
     

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